feelings
Évora e Montemor-o-Novo // My Portugal
3/21/18 Évora, Portugal

Hey! Hoje o post é sobre a os nossos 9 anos de aventuras partilhadas. A comemoração foi em modo passeio por Évora e terminou com um paragem inesperada em Montemor-o-Novo, um retiro de três dias tão bom! Achuva fez-nos sempre companhia mas sobrevivemos bem a isso, quando o mood está alinhado isto são apenas pormenores, o amor é muito mais que isso.
O que também vos queria dizer é que o post sobre Barcelona já saiu com todas as fotografias e dicas, vejam no Backstage aqui. Espero que gostem de todas estas partilhas e que as mesmas vos inspirem a criar alguns retiros, se planearem com antecedência é muito mais fácil e economicamente mais suave, porque o dinheiro não sai todo de uma vez. Mas posso depois fazer um post com algumas dicas sobre este assunto se estiverem interessados! Digam-me nos comentários :)
Vamos agora visitar estes dois locais lindos e inspiradores? Primavera eu sei que estás mesmo aí, já consigo ver-te chegar aos poucos.
Em Évora ficámos uma noite no The Noble House (super central) e adorámos o edifício em si é muito giro e apesar de modernizado conserva muitos detalhes da história na sua arquitectura, se não estou em erro é um edifício do século XIV. Adorei o nosso quarto que partilhei nas stories do meu Instagram, está nas highlights, diz mesmo Évora. Espreitem por lá este pormenor porque nós adorámos mesmo o quarto e a vista!
Na segunda noite ficámos no Ecorkhotel. O sítio é mais afastado do centro mas para quem procura alguma paz e sons da natureza para relaxar a 100% esta é a melhor opção sem dúvida! Queria também destacar toda a preocupação com o meio ambiente deste hotel bem como inúmeros prémios que já ganharam neste âmbito. Nesta noite jantámos no próprio restaurante do hotel e gostámos muito, recomendo!
Quanto aos locais para comer, petiscar ou beber um copo de vinho felizmente tive imensas sugestões, obrigada à minha comunidade no instagram que não me podia ter ajudado mais a ter uma experiência tão boa!
Os sítios onde fui:
- Mercearia de Évora (a senhora que lá estava era super atenciosa e a espaço em si é super giro!)
- Restaurante Cartuxa (amantes de vinho não deixem de passar por lá, bebemos um copo de vinho e partilhamos um queijinho, aquele break necessário em dia de chuva)
- Morcega Petiscaria (amei este sítio! super acolhedor, música ambiente top, o rapaz que lá estava a servir é muito boa onda, posso dizer que no seu conjunto foi o meu preferido para relaxar e petiscar qualquer coisa ou beber um copo de vinho)
- Tábua do Naldo (foi onde jantámos e AMÁMOS, já não sei à quanto tempo não dizia isto de um restaurante. A comida estava excelente, tudo absolutamente delicioso e o conceito em si é muito engraçado. Mas vão com fome, que requer alguma coragem para tanta iguaria apetitosa!)
- Pastelaria Conventual Pão de Rala (para comer um docinho típico e beber um chá)
Vamos agora a Montemor-o-Novo? Foi uma paragem super rápida mas eu estava inspirada e tirei imensas fotografias, adorei algumas casas típicas, despertaram ali o meu momento criativo do dia!

Espero que o post de hoje te tenha inspirado a celebrar os momentos mais especiais da vida.
deep into my story
3/19/18 Lisboa, Portugal
Já partilhei neste blog alguns acontecimentos importantes da minha vida, já desabafei algumas frustrações e comemorei algumas vitórias. Mas hoje falo-vos da minha saída da farmácia. Este fantasma que durante mais de um ano foi um assunto mal resolvido na minha cabeça e no meu coração. Nunca quis falar disto, na verdade preferia sempre fingir que aquele dia, o dia em que decidi despedir-me nunca tinha acontecido. Porque nem tudo corre como planeado e os planos às vezes também não nos servem de nada. Não foi uma saída tranquila, longe disso. Acho que pensei nisto quase todos os dias desde aquele dia, tentei arranjar culpados e justificações, fervia dentro de mim sempre que me recordava daquele episódio. E na vida nada se esquece ou se evapora se não dermos espaço e atenção àquilo que nos incomoda e nos impede de seguir em frente verdadeiramente. Aquilo que nos aperta o coração sabem? Aquelas emoções que vivemos na nossa solidão e que insistimos em não partilhar à espera que um dia aconteça um milagre e aquela memória desapareça.
Mas, como podia eu querer que algo tão marcante na minha vida fosse simplesmente apagado da minha história? A história que me levou onde estou hoje. O passo que mudou tão profundamente a minha vida.
Senti vontade de partilhar isto contigo porque finalmente percebi que isto é tão parte do que hoje sou. Muito diferente daquela miúda que achava que tinha de agradar a todos e que esperava sempre pela aprovação dos outros. NUNCA VAMOS AGRADAR A TODOS. Ir por este caminho é simplesmente um anular da nossa essência por completo.
Traz o teu copo de vinho e vamos conversar! Se ainda não deste este passo ou deste e sentes isto, espero no fim ter-te inspirado e motivado a dares o passo que precisas dar.
Back to 2016. Mais precisamente Setembro de 2016 quando regressámos da nossa viagem à Indonésia. Antes desta viagem e já em modo frustrada eu já tinha um plano mais ou menos traçado na minha cabeça e já tinha conversado com o João sobre ele. Se tudo corresse bem, contava sair em Abril de 2017. E durante meses achei que isto era um facto decidido e arrumado. Só que não foi nada disto que aconteceu. Aquela viagem tinha despertado alguma coisa em mim, foram 3 semanas longe de tudo e a absorver uma cultura totalmente diferente da minha. Eu tinha regressado diferente, mas achei que era só aquela sensação amarga de quem volta das melhores férias de sempre para aquele trabalho que já não tinha mesmo nada a ver comigo. Só que não eram os outros que estavam mal, ERA EU. A culpa não era de quem me rodeava, simplesmente era eu que já não pertencia ali e cada dia me custava mais que o anterior. Independentemente do que eu achava daquele sítio, quem estava mal era eu.
Tudo culminou quando as pessoas com quem eu tinha mais afinidade começaram a sair. Ou se não iam sair eu sabia que iam estar uns tempos fora e foi quando entrei em pânico e pensei 'Vou ficar sozinha aqui.' Óbvio que não ia estar sozinha no verdadeiro sentido, mas sozinha sem aquele apoio que eu acreditava que me fazia aguentar só mais uns meses. Muito se especulou sobre a minha saída, se havia sido quase que um plano em que decidimos sair todas juntas. Mas não foi. Tive a sorte ou o azar de naquela maré de saídas ser a última a sair. Na altura e naquele mix de emoções intensas que foram aqueles 3 dias (entre o meu despedimento e o meu último dia lá) senti raiva, culpa e senti-me perdida no meio da minha decisão repentina. Isto porque eu me despedi no dia seguinte à segunda pessoa que se despediu. Lembro-me que era um sábado e eu estava a trabalhar e que nesse dia foi quando tive o sentimento que ficaria sozinha. Perto da hora de almoço (e mais uma vez dependendo de uma aprovação, que neste caso foi da minha mãe que felizmente é uma pessoa que me apoia) enviei uma mensagem à minha mãe que dizia 'Mãe achas que me despeça hoje? Nunca tive tanta vontade.' e ela respondeu 'Se o teu coração sente isso vai em frente.' Vi ali a minha luz verde, como se desse uma desculpa a mim prórpria que a culpa não tinha sido minha ter tomado assim quase que do nada aquela decisão. Quando eu sabia lá no meu íntimo que eu estava pronta para dar aquele passo mas tinha sempre MEDO. Aquela luz verde que foi um boost de força para mim naquele dia não me fez perder mais tempo. Entrei pelo gabinete e disse 'Vou-me embora'. Se as coisas podiam ter sido diferentes? E que era obviamente um choque sairmos assim 3 pessoas. Talvez podesse ter sido diferente, mas tudo nesta vida pode ser diferente. Eu acredito que as coisas têm de ser como são e que era necessário que acontecesse assim. Mas não percebi logo isto. Eu não era e não sou melhor nem pior que as pessoas que trabalhavam comigo, eu simplesmente estava desconectada de todo aquele ambiente, numa etapa da minha vida que já não era compatível com nada naquilo e me fazia sentir sufocada. Inicialmente ainda senti culpa, porque a culpa me foi colocada (e isto aconteceu porque eu deixei) de alguma forma, porque acharam que eu devia ter contado antes. Mas não havia antes, porque eu tinha tomado a decisão naquele sábado. E mesmo que houvesse não havia nada para justificar a não ser que sintamos que queremos fazê-lo isto em relação às pessoas que trabalham com vocês e quanto às vossas entidades superiores óbvio que sempre cumprido o que diz a lei ou no meu caso chegando a um acordo que por acaso nem fui eu que propus mas que foi o melhor depois da tensão que estava instalada. Durante muito tempo senti este mix de culpa e raiva. Sou uma pessoa muito emocional e isto foram emoções não planeadas a mais. Senti saudades daqueles clientes com quem ao longo daqueles três anos estabeleci uma ligação, perguntei-me muitas vezes o que eles poderiam ter ficado a pensar de mim. Senti saudades daquela ligação. Mas como lidar com pessoas faz parte da minha missão nesta vida, não perdi esta preciosidade e agora lido ainda mais intimamente com pessoas, com as suas emoções e as suas histórias que me inspiram todos os dias.
Algumas dessas pessoas ainda cruzaram o meu caminho e quiseram saber o que era agora feito de mim e confesso que por um lado me acalmou a alma ver na expressão delas que estava tudo bem assim e ficavam felizes por mim. Desde que saí da farmácia acho que só voltei a entrar duas vezes em farmácias, deixava-me ansiosa pensar nisso e era invadida por uma tamanha nostalgia e tristeza.
Levou o seu tempo. O tempo que foi preciso.
E agora que tudo isto ficou resolvido comigo mesma, que não há perdões nem culpas a atribuir de ambos os lados, sinto que alcancei uma liberdade e paz de espírito que não fazia ideia ser possível.
Passou. Foi como tinha de ser. E no fim o importante é todos sermos felizes nos nossos trabalhos e vidas. O que está bem para mim não está bem para outras pessoas e vice-versa e isto não faz de ninguém melhor, apenas reforça que somos todos diferentes e que devemos respeitar e saber lidar com isso mesmo. Em momentos menos bons ou planeados também.
Acho que nunca tinha escrito um post tão longo e nunca tinha partilhado algo tão meu.
Partilha comigo a tua história ou partilha esta minha história com alguém que conheças que possa estar numa situação idêntica a esta.
Se só tenho esta vida o meu objectivo é apenas ser feliz. Se não agradar a todos os que me rodeiam paciência. O capítulo seguinte foi a 'aceitação' da família. Volto um dia destes com este tema, que tem muito que se lhe diga!
Obrigada por estares desse lado e teres partilhado este bocadinho comigo.
Much love,
Sharing the sunset
2/22/18 Praia do Guincho, Portugal
Hello:) Depois de uns dias por Barcelona, regresso cheia de energia. Nada como viajar para dar um boost à nossa criatividade. A viagem a Barcelona irei partilhar em breve na nossa plataforma Backstage Journal, fica atenta! Se quiseres podes seguir-nos no instagram aqui!
Hoje é para falar de passeios não programados e para reforçar como as pequenas coisas da vida são as mais doces. Muitas vezes queixamo-nos sem motivo. E por mim falo também. Na roda viva de mudanças a que me propus para 2018, uma deles foi 'menos queixas, mais atitude'. A eterna insatisfação pode tornar-se viciante e na verdade muitas vezes até somos priveligiados e nem nos damos conta. E ser previligiado não ter um super carro ou uma super casa, é saber ver muito mais além disso. Moro fora do centro e no meu querido T1, mas considero-me sortuda por demorar 15 minutos de carro a chegar à praia; por ter um descampado sem futuro em frente ao meu prédio onde a luz ao fim do dia é encantadora para umas fotografias inspiradoras. Não preciso ir ao restaurante da moda para me sentir realizada no fim do meu fim-de-semana. Um passeio com a companhia certa e a minha máquina ao pôr-do-sol faz o meu dia e adivinha? É gratutito, recarregas energias e sentes-te mais feliz. Certo?
Confesso que já fui muito mais consumista, já achei que em momentos menos bons era a mala nova que ia melhorar tudo, até que me apercebi do óbvio. Compras motivadas por situações destas geralmente não são úteis ou necessárias e muitos menos trazem felicidade.
A análise de nós mesmos, dos nossos problemas ou conflitos internos é o primeiro passo para encontrarmos a nossa estabilidade e sabermos o que realmente nos faz felizes, e tenho a certeza que todos encontramos essa resposta nas pequenas coisas, que são acessíveis a quase todos. Nem todos vivemos a uma distância simpática do mar, alguns vivem perto do campo, e por aí também não faltam sítios inspiradores. Falo por experiência própria, o meu Alentejo nunca me desilude!
Espero não ter sido confusa nas minhas palavras! Com o post de hoje só queria transmitir-te que a felicidade se constrói um pouco todos os dias. E que o frio e a inércia não te podem prender em casa, quando tens um pôr-do-sol que sabes que te fazia MESMO bem ires ver. Também faz bem ceder às mantas e ao chá, mas não sempre. Dá trabalho? Sim, mas sem esforço e trabalho nada se consegue, nem mesmo estarmos bem connosco mesmos.
Espero que tenhas gostado do post de hoje!
Podes ver mais fotografias das minhas aventuras por aqui.
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Much love,
Pelo meu Alentejo // My Portugal
12/28/17
Para fechar o ano em grande pelo blog, aqui ficam algumas fotografias do meu Alentejo. Achei que já não voltaria antes de 2018, depois do nosso super fim-de-semana em família, mas as couves para a ceia de Natal ainda esperavam por nós. Voltar lá é sempre mágico. Mal cheguei, pousei as minhas coisas e saí com a máquina, já fotografei aquele sítio vezes sem conta. Seda é tão pequenina, mas a verdade é que há sempre um cantinho por explorar, há sempre uma luz especial. A luz do Alentejo. O céu estrelado que continua a fascinar-me mesmo após 28 anos dele.
Espero ter deixado um bocadinho de inspiração para terminarem 2017 de coração cheio e olharem para 2018 com uma dose extra de positivismo ❤
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Much love,
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